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A Bridget Jones Portuguesa

O diário de uma marketer a tentar levar uma vida mais saudável

Elefantes com Asas em Lisboa

Vai uma pessoa, muito descansadinha, à sua vida; a achar-se a maior cagona de sempre por ter encontrado um lugar de estacionamento meesmo em frente ao edifício da formação, para quando duas horas mais tarde, ao regressar para ir buscar a marmita para jantar, dar de caras com este lindo serviço:

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mas será que os elefantes, em Lisboa, tem asas? Eu cá começo em crer que sim! 

 

p.s. - Na foto não consigo mostrar nem metade! 

 

 

Sobre ser hipocondríaca

Ser hipocondríaca é correr até ao colo da nossa mãe, com uma lista interminável de enfermidades. É àquele sintoma, juntar mais uns três ou quatro, até ter o quadro clínico perfeito do que a Google considera ser cancro. É estar menstruada e mesmo assim pensar "hum, de certeza que não há ovinho debaixo da pedra? Afinal de contas, naquele dia não tomaste bem a pílula.". É não ir treinar porque não vá a pessoa apanhar um resfriado e aquela dorzinha mínima na garganta escalar para uma grandessíssima pneumonia. Mais vale é nem arriscar, não é? Ser hipocrondríaca é sentir dois altinhos no pescoço e começar a chorar enquanto recrimino os meus país pela negligência médica ao acharem que estou sempre bem, enquanto corro para o carro e me dirijo às urgências do hospital da minha cidade e pagar 40€ para o médico me dizer que eram apenas as glândulas a combater a constipação e, passo a citar, era normal.

Ya. Ser hipocondríaca, na minha vida, é isto. 

Hipocondríaca ou como a minha mãe lhe chama: maluquice. 

 

Coisas que se perdem

Dei por mim, nas últimas semanas, a pensar na quantidade de coisas que em miúda tão bem me faziam, com aquele entusiasmo latente de cada vez que me empenhava numa atividade, e que ao longo dos anos fui perdendo. Ler é uma delas, escrever é outra. 

Lembro-me de na altura, já vai para lá de 7 ou 8 anos, - sim, porque isto dos adultos dizerem que o tempo passa a voar, não é brincadeira nenhuma. Nem tão pouco coisa de adulto é. Engraçado como nos começamos a aperceber disso, conforme avançamos no tempo... Divagações à parte -  já andar pelo mundo da blogsfera, satisfeita da vida, a escrever os devaneios que passavam nesta cabeça de arvela - atrevo-me até a dizer que alguns dos textos eram bem jeitosos ... possivelmente inspirada pelo carradão de livros que lia na altura. Tinha sempre a minha mãe à perna a perguntar-me se "quando não tiveres dinheiro, é de livros que te vais alimentar?". Eu que sempre depositei uma carga emocional enormíssima no que à pertença de livros diz respeito, sempre detestei emprestar ou pedir emprestado, agora cinjo-me a ler um, máximo dois, livros por ano. Tenho saudades daquele tempo em que, no blog, tinha um "contador" de livros e nas minhas listas de final de ano, um dos desejos era ler mais x's livros que no ano anterior. 

 

Bridget Jones's Diary (2001) - starring Renee Zellweger as Bridget Jones 

 

Escrever, essa é outra atividade que está bastante enferrojada, perdeu-se, assim como se perdeu o hábito de ler. Hábito ou vontade, nem sei. Sei apenas que não posso acusar o tempo, ou neste caso a falta dele, porque esse está lá. É, é mal gerido. Perdido nas horas infindáveis que passo em redes sociais a "invejar" - não é uma inveja má, não é o invejar no sentido negativo de desejar que aquela pessoa não tenha, é aquele invejar que põe uma pessoa a pensar "fogo, que sorte, queria tanto ser/fazer/estar assim", entendem? - algumas pessoas que sigo. Eu sou das que fala, das que observa, das que gostava, mas.. Há sempre um "mas".

Isso deixa-me triste, mas - lá está - pouco faço para mudar a realidade em que me encontro. 

Por aí há mais alguém com este tipo de sentimento?

Miragens Sociais

Hoje, enquanto navegava pelo instagram, encontrei esta frase.

Quantas vezes - mas mesmo quantas vezes mesmo - não tecemos criticas realmente duras a nós mesmas(os) por nos compararmos com a realidade de outrem que, tantas vezes, não é tão real assim?

 

Refiro-me às mais variadíssimas coisas: ou porque tem o corpo perfeito, ou porque viaja imenso, ou porque tem uma vida social que, àquilo que o ecrã nos mostra, é realmente excitante! O que muitas vezes nos esquecemos é que isso não passa de uma mera projecção e que, rara excepção, está cheia de filtros. Não só a própria conta, como a pessoa em si também. 

 

Na verdade, não é assim tão importante se tens um perfil cheio de fotos bonitas, mas por dentro não te sentes assim. Não é importante se tens um perfil com imensas fotos em grupos se depois te sentes sozinha junto deles. Não é importante se tens um perfil cheio de fotos altamente enquadradas com a tua cara metade se, no final do dia, ele nunca tiver uma palavra carinhosa para te dar. 

 

É preciso importarmo-nos - e compararmo-nos - menos com aquilo que pômos nas redes sociais e passar a cultivar com carinho aquilo que levamos diáriamente dentro de nós. 

 

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