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A Bridget Jones Portuguesa

O diário de uma marketer a tentar levar uma vida mais saudável

Carta aberta ao meu coração (de quatro patas)

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Ainda não tinhas nascido e eu já te tinha escolhido o nome: "a última a nascer, preta, vai chamar-se Flicka". Quis a sorte ou o destino que, para além do nome, também escolhesse(s) que esta seria a tua casa. Eras a quinta deste disparate que um dia tivéramos de ter cinco cães. Talvez por isso a mais ciumenta. Não podias ver-me aproximar de nenhum outro cão e livre-se de quem tentasse aproximar de ti, tivesse quatro ou duas patas. Mas para mim eras de uma meiguice ímpar. Eras o meu lobo(ito) em pele de cordeiro. A (única) que eu ia buscar, à socapa, durante a noite para dormir comigo, e metia o despertador de madrugada para que o pai não nos descobrisse a manha. 

Esta vida madrasta levou-te de mim cedo demais. Cedo. Muito cedo. Obrigada por teres lutado com todas as forças que te restavam. Tenho a certeza de que te agarraste à vida por nós e só por nós.

 

Levaste um pedaço do meu coração contigo, mas um dia cobro-te, com juros, em beijos. 

 

Até já, meu amor. 

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O Amor não tem curvas

Que atire a primeira pedra quem nunca fez estas figurinhas e se enrolou num lençol ou esperou que o outro saísse do quarto para se "compor" e - tentar - esconder aquelas partes - achamos nós - menos atraentes! 

 

Um corpo é só um corpo. As imperfeições tornam-se minímas aos olhos de quem ama - atrevo-me até a dizer que: passam a ser perfeitas imperfeições! É de facto um cliché dizer-se "Quem feio ama, bonito lhe parece", mas sabem que mais? Os clichés tem um fundo de verdade termenda! 

 

O amor não é feito de curvas. O amor não quer saber se o teu rabo tem celulite ou se na tua barriguinha está instalado um pneuzinho que, muito provavelmente, os teus olhos - ou a tua cabeça - estão a torná-lo maior do que é na realidade. O amor não tem tamanhos. 

E se tiver? Se for feito disso? Então não é amor. 

 

O amor é dizer que estás linda(o), mesmo com uns quilinhos a mais. É ajudar-te a ultrapassar neuras e medos porque, afinal de contas, tu és mais do que um corpo e tens - muito - mais a dar para além disso mesmo. É apoiar-te se quiseres descobrir uma versão melhor de ti mesma(o), mas que isso não seja condição para se amar mais. É ajudar a conquistar um estilo de vida mais saudável, mas sem olhar para balanças, sem se preocupar se - ainda - há casca de laranja entrenhada nas coxas (há quem seja saudável e continue a ter os benditos dos furinhos).  

 

Amem-se. A vocês e aos outros. Não pelo número de calça que vestem, não pelos quadradinhos na barriga que desejam ver - em vocês, mas acima de tudo - no outro. Porque minha gente, isso com os anos vai embora. Deixa de ter importância quando tiverem 60 ou 70 anos. Nessa altura, o que vai importar é o resto: o que é de verdade. 

 

 

I love Bridget Jones' Diary:Edge of Reason!