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A Bridget Jones Portuguesa

O diário de uma marketer a tentar levar uma vida mais saudável

Compulsão alimentar em retrospectiva

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No Domingo à noite caiu-me a “ficha”.

 

No cinema, durante o intervalo do filme, sem energia, mole e cheia de sono, olhei de soslaio para a Joana e
vi-a devorar o pacote de pipocas e pensei no quão cheia estava para nem sequer uma mini pipoquinha
caber-me dentro do estomâgo. Foi quando comecei a analisar, em calorias, o meu fim-de-semana ...

 

(Ora vejam do que se trata quando falam em compulsão alimentar e fome emocional)

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Pensei imenso antes de escrever esta publicação. Podia simplesmente fechar-me na minha vergonha e niguém saberia tudo o que comi durante o fim-de-semana... nem eu teria “consciência” disso. Faria Fast Forward e, pronto, já estava...Continuaria a dizer que estou a fazer dieta e a ir ao ginásio, mas os resultados nunca  apareceriam... e eu diria (como digo sempre): “parece que com os anos esta porra de emagrecer fica  mais difícil. Ou então é a dieta que é desajustada...”... mas a minha favorita é “eu nem percebo porque é que não consigo emagrecer. Tenho uma alimentação saudável”. Para rir não é?

 

Não, na verdade não dá vontade de rir, só de chorar! Quando em retrospetiva vejo o fim-de-semana
alimentar que tive ... e atenção, falo em fim-de-semana, mas durante a semana também cometi certos pecados,
Penso: “como é possível que arranje forças para me levantar às 06:20 da manhã, quatro vezes
por semana para ir ao ginásio, e depois deite tudo a perder no que toca à comida?”

 

Não é fácil. Fala-se muito em distúrbios alimentares como a anorexia, a bulimia... mas pouco sobre a
compulsão alimentar (apesar de cada vez se ouvir mais sobre este problema). É ansiedade, são medos,
são as expectativas, as pressões, é a tristeza, são restrições excessivas... são um N de situações que podem
despoletar isto e que só sossega quando o estomago está cheio e quase a rebentar pelas costuras. É a cabeça
e a autoestima que vão abaixo a cada alimento processado que metemos à boca e arruinamos todo o
trabalho de uma semana.

 

A cabeça... a cabeça tem tanta força na nossa vida. Cada vez mais digo e repito: acredito que o bem-estar,
que ter saúde, começa (e termina), na nossa saúde mental; ter saúde psicológica, ter uma mente saudável,
trás tudo o resto consigo. Já o inverso não estou certa de que aconteça.

 

Para esta semana não vou colocar objetivos inalcançáveis. Não vou colocar pressão e obrigar-me a ir ao
ginásio 4/5x por semana... vou simplesmente respirar e ter calma...vou criar metas e objetivos de curto prazo,
mas reais.

 

Vou, tentar, cuidar mais de mim. Da minha mente.
Vou parar e pensar nas escolhas, nas pequenas escolhas, que estou a tomar diariamente.

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Miragens Sociais

Hoje, enquanto navegava pelo instagram, encontrei esta frase.

Quantas vezes - mas mesmo quantas vezes mesmo - não tecemos criticas realmente duras a nós mesmas(os) por nos compararmos com a realidade de outrem que, tantas vezes, não é tão real assim?

 

Refiro-me às mais variadíssimas coisas: ou porque tem o corpo perfeito, ou porque viaja imenso, ou porque tem uma vida social que, àquilo que o ecrã nos mostra, é realmente excitante! O que muitas vezes nos esquecemos é que isso não passa de uma mera projecção e que, rara excepção, está cheia de filtros. Não só a própria conta, como a pessoa em si também. 

 

Na verdade, não é assim tão importante se tens um perfil cheio de fotos bonitas, mas por dentro não te sentes assim. Não é importante se tens um perfil com imensas fotos em grupos se depois te sentes sozinha junto deles. Não é importante se tens um perfil cheio de fotos altamente enquadradas com a tua cara metade se, no final do dia, ele nunca tiver uma palavra carinhosa para te dar. 

 

É preciso importarmo-nos - e compararmo-nos - menos com aquilo que pômos nas redes sociais e passar a cultivar com carinho aquilo que levamos diáriamente dentro de nós. 

 

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O Amor não tem curvas

Que atire a primeira pedra quem nunca fez estas figurinhas e se enrolou num lençol ou esperou que o outro saísse do quarto para se "compor" e - tentar - esconder aquelas partes - achamos nós - menos atraentes! 

 

Um corpo é só um corpo. As imperfeições tornam-se minímas aos olhos de quem ama - atrevo-me até a dizer que: passam a ser perfeitas imperfeições! É de facto um cliché dizer-se "Quem feio ama, bonito lhe parece", mas sabem que mais? Os clichés tem um fundo de verdade termenda! 

 

O amor não é feito de curvas. O amor não quer saber se o teu rabo tem celulite ou se na tua barriguinha está instalado um pneuzinho que, muito provavelmente, os teus olhos - ou a tua cabeça - estão a torná-lo maior do que é na realidade. O amor não tem tamanhos. 

E se tiver? Se for feito disso? Então não é amor. 

 

O amor é dizer que estás linda(o), mesmo com uns quilinhos a mais. É ajudar-te a ultrapassar neuras e medos porque, afinal de contas, tu és mais do que um corpo e tens - muito - mais a dar para além disso mesmo. É apoiar-te se quiseres descobrir uma versão melhor de ti mesma(o), mas que isso não seja condição para se amar mais. É ajudar a conquistar um estilo de vida mais saudável, mas sem olhar para balanças, sem se preocupar se - ainda - há casca de laranja entrenhada nas coxas (há quem seja saudável e continue a ter os benditos dos furinhos).  

 

Amem-se. A vocês e aos outros. Não pelo número de calça que vestem, não pelos quadradinhos na barriga que desejam ver - em vocês, mas acima de tudo - no outro. Porque minha gente, isso com os anos vai embora. Deixa de ter importância quando tiverem 60 ou 70 anos. Nessa altura, o que vai importar é o resto: o que é de verdade. 

 

 

I love Bridget Jones' Diary:Edge of Reason!