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A Bridget Jones Portuguesa

O diário de uma marketer a tentar levar uma vida mais saudável

Coisas que se perdem

Dei por mim, nas últimas semanas, a pensar na quantidade de coisas que em miúda tão bem me faziam, com aquele entusiasmo latente de cada vez que me empenhava numa atividade, e que ao longo dos anos fui perdendo. Ler é uma delas, escrever é outra. 

Lembro-me de na altura, já vai para lá de 7 ou 8 anos, - sim, porque isto dos adultos dizerem que o tempo passa a voar, não é brincadeira nenhuma. Nem tão pouco coisa de adulto é. Engraçado como nos começamos a aperceber disso, conforme avançamos no tempo... Divagações à parte -  já andar pelo mundo da blogsfera, satisfeita da vida, a escrever os devaneios que passavam nesta cabeça de arvela - atrevo-me até a dizer que alguns dos textos eram bem jeitosos ... possivelmente inspirada pelo carradão de livros que lia na altura. Tinha sempre a minha mãe à perna a perguntar-me se "quando não tiveres dinheiro, é de livros que te vais alimentar?". Eu que sempre depositei uma carga emocional enormíssima no que à pertença de livros diz respeito, sempre detestei emprestar ou pedir emprestado, agora cinjo-me a ler um, máximo dois, livros por ano. Tenho saudades daquele tempo em que, no blog, tinha um "contador" de livros e nas minhas listas de final de ano, um dos desejos era ler mais x's livros que no ano anterior. 

 

Bridget Jones's Diary (2001) - starring Renee Zellweger as Bridget Jones 

 

Escrever, essa é outra atividade que está bastante enferrojada, perdeu-se, assim como se perdeu o hábito de ler. Hábito ou vontade, nem sei. Sei apenas que não posso acusar o tempo, ou neste caso a falta dele, porque esse está lá. É, é mal gerido. Perdido nas horas infindáveis que passo em redes sociais a "invejar" - não é uma inveja má, não é o invejar no sentido negativo de desejar que aquela pessoa não tenha, é aquele invejar que põe uma pessoa a pensar "fogo, que sorte, queria tanto ser/fazer/estar assim", entendem? - algumas pessoas que sigo. Eu sou das que fala, das que observa, das que gostava, mas.. Há sempre um "mas".

Isso deixa-me triste, mas - lá está - pouco faço para mudar a realidade em que me encontro. 

Por aí há mais alguém com este tipo de sentimento?